Assim como em outras estações do ano, o outono, além de trazer mudanças significativas no clima, também pode influenciar na queda capilar. Antes de mais nada, é necessário entender que este é um fenômeno fisiológico ligado ao ciclo de vida dos fios, que engloba três fases, ou seja, anágena (crescimento), catágena (transição) e telógena (queda).
“Em média, 10 a 15% dos fios estão naturalmente na fase telógena, o que justifica a queda diária como parte do processo de renovação capilar”, explica o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética, à CNN. Desta forma a queda torna-se uma etapa natural do clico.
“Ela permite que novos fios cresçam em substituição aos antigos, mantendo o equilíbrio e a saúde do couro cabeludo. Sem esse processo, os fios envelheceriam e perderiam funcionalidade ao longo do tempo”, acrescenta.
Mas o que explica a queda acentuada no outono?
De acordo com médico dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queda acentuada no outono está relacionada ao chamado eflúvio telógeno sazonal.
“Possíveis fatores incluem menor exposição solar no inverno anterior, o que afeta a síntese de vitamina D, e variações hormonais ligadas à fotoperiodicidade, impactando o ciclo dos folículos”, comenta à CNN.
Quando a queda capilar deixa de ser normal?
O biomédico explica ainda que considera-se normal a perda de até 100 fios por dia, o que varia de acordo com fatores específicos, como densidade capilar, genética e manipulação mecânica dos cabelos. “Essa quantidade é compatível com a renovação fisiológica esperada”, diz.
No entanto, quando ultrapassa o volume esperado por um período prolongado, quando há afinamento perceptível dos fios, falhas visíveis no couro cabeludo ou queda associada a outros sintomas como coceira ou inflamação, é necessário procurar um profissional especializado.
Prevenindo as quedas capilares
De acordo com o dermatologista, embora o eflúvio sazonal não possa ser totalmente evitado, é possível minimizar sua intensidade com algumas medidas básicas, incluindo alimentação equilibrada, exposição solar moderada, suplementação de nutrientes quando indicada, controle do estresse e uso adequado de produtos para fortalecimento capilar.
“Os tratamentos disponíveis no mercado variam conforme o diagnóstico e incluem: minoxidil tópico para estimular o crescimento, finasterida ou dutasterida oral (quando indicado), suplementação vitamínica, fotobiomodulação (laser de baixa intensidade) e microagulhamento com drug delivery”, conclui.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br