spot_img

Artigo: O retorno de Trump à Casa Branca, por Jonathan Braz de Souza

Mais notícias

Autor: Jonathan Braz de Souza

E-mail: jonathan07101996@gmail.com

Biografia: Jonathan Braz é formado em Filosofia pela UNESP. Atualmente é pós-graduando em Filosofia pela mesma instituição. Apaixonado por música e jogos, busca trazer um pouco de reflexão sobre temas diversos.

O dia 20 de janeiro de 2025 marcou a posse do 47° presidente dos EUA, Donald Trump. Em sua posse notou-se a presença de personalidades conhecidas no meio tecnológico, como Elon Musk, dono da rede social X e da Tesla, Sundar Pichai, CEO do Google, Jeff Bezos, dono da Amazon, Mark Zuckerberg, dono da Meta. A presença dessas personalidades representa uma aproximação do agora presidente, Donald Trump, ao processo de desregulamentação das big techs. Essa sinalização pode ser representada pela presença do bilionário, Elon Musk, no Ministério da Eficiência Governamental e o aumento de doações de algumas dessas empresas em prol da eleição de Trump ou até mesmo com a alteração significativa, após as eleições, em novembro de 2024, de políticas de moderação do Facebook.

No dia de sua posse, Trump assinou diversos decretos. A guinada atual do governo Trump reflete a concretização de suas falas durante os comícios realizados. Dos decretos emitidos, Trump proibiu iniciativas em prol da Diversidade, Equidade e Inclusão dentro do governo federal. Essa decisão indica uma administração determinada em reverter políticas do governo anterior, do democrata Joe Biden, assim como implementar uma agenda conservadora em diversas áreas, gerando debates e reações tanto no cenário americano quanto internacional. Outro conjunto de decretos emitidos faz menção ao campo da imigração. O governo intensificou operações para deter imigrantes ilegais, com prisões em cidades como Nova York. Essas ações resultaram em mais de 4.500 prisões em todo o país, alinhando-se à política de tolerância zero adotada pela administração. Em outro campo, o da política externa, a retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris indicam, dentro da fala do presidente americano, sua incredulidade com essas instituições. No entanto, o impacto dessas medidas ainda está longe de ser totalmente compreendido.

Se, por um lado, sua base eleitoral enxerga essas mudanças como uma correção de rumos após a administração democrata, por outro, críticos apontam que tais medidas aprofundam divisões dentro da sociedade americana e geram instabilidade em diversas áreas. A questão central que se coloca é: até que ponto essas transformações representarão um fortalecimento dos Estados Unidos ou contribuirão para a erosão de valores democráticos e para um isolamento político e econômico no cenário global? O segundo mandato de Trump começa com força total, principalmente ao atacar minorias no cenário americano, mas seus desdobramentos ainda são incertos, e as reações internas e externas nos próximos meses apontarão para determinar o sucesso ou o fracasso dessa nova fase de seu governo e as implicações de suas escolhas políticas para os EUA.

Marília
nublado
21.1 ° C
21.1 °
21.1 °
88 %
1.3kmh
97 %
qui
31 °
sex
28 °
sáb
25 °
dom
25 °
seg
27 °

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Últimas notícias