O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a cobrar ações do governo federal para conter a entrada de armamentos ilegais no estado.
A declaração foi feita durante a LAAD Defence & Security 2025, feira de segurança que ocorre no Rio entre os dias 1º e 4 de abril.
De acordo com Castro, o tema precisa ser tratado de maneira global, envolvendo não apenas as autoridades, mas também os fabricantes de armas, já que os mesmos equipamentos vendidos legalmente podem acabar nas mãos de criminosos.
“A arma que está sendo vendida é a mesma que vai parar na mão de terrorista, é a mesma que vai parar na mão de traficante, de miliciano. Esse é um debate que tem que ser feito com essa indústria também.”
O governador criticou a falta de um debate mais amplo sobre o tema e disse que o G20 no Brasil foi uma oportunidade desperdiçada para tratar do assunto com os líderes internacionais. Segundo ele, a questão da segurança pública precisa de maior integração entre os governos federal, estadual e municipal.
Na mesma entrevista, Castro destacou os números de apreensões de armas no Rio. Somente no ano passado, foram retiradas de circulação 15 mil armas, sendo 732 fuzis. Para 2025, a tendência é de um novo recorde, uma vez que já foram apreendidos mais de 100 fuzis até agora.
O governador reforçou a necessidade de mudanças na legislação para endurecer punições contra o tráfico de armas e criticou o sistema atual, que, segundo ele, favorece criminosos.
“Se um cidadão de bem pega um fuzil, ele responde de 16 a 24 anos. Se for um traficante, ele pode responder de 3 a 10, com alguns agravantes. Ou seja, o criminoso tem mais benefício que o cidadão de bem.”
A abertura da LAAD Defence & Security 2025, no Rio, contou com a presença de diversas autoridades. Entre os participantes estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br