Em uma movimentação significativa no cenário econômico global, China, Japão e Coreia do Sul anunciaram planos para uma resposta conjunta às sanções impostas pelos Estados Unidos. Esta decisão surge após a primeira reunião econômica entre os três países asiáticos em cinco anos, realizada neste fim de semana.
O encontro entre os ministros do Comércio dos três países no domingo (30) resultou em decisões cruciais, incluindo a retomada da exportação de semicondutores sofisticados para a China por parte da Coreia do Sul e do Japão. Esta medida representa um revés estratégico para os Estados Unidos, que em 2022 havia aprovado uma lei restringindo o acesso a esses componentes de uso dual, tanto civil quanto militar.
Fortalecimento das relações comerciais na Ásia
Além da questão dos semicondutores, os três países asiáticos decidiram retomar as negociações para uma área de livre comércio entre si. Esta aproximação é notável, considerando as históricas tensões entre estas nações. Juntos, China, Japão e Coreia do Sul representam 23% da população mundial e 20% do PIB global.
Os países também concordaram em reforçar a Parceria Econômica Comercial Abrangente, que reúne 15 nações e é liderada por este trio. Esta decisão é vista como uma resposta contundente à estratégia de Donald Trump em relação às tarifas comerciais.
Reações globais às políticas comerciais dos EUA
A movimentação asiática não está isolada. O Canadá anunciou que, além dos US$ 60 bilhões em tarifas já aplicadas a produtos importados dos Estados Unidos tem preparados outros US$ 100 bilhões em tarifas adicionais. A União Europeia também possui um pacote substancial de medidas preparado.
Adicionalmente, Canadá e União Europeia estão aprofundando suas relações comerciais, com um acordo provisório que já aumentou em 65% o comércio entre as partes desde 2017. Este acordo abrange tarifa zero para 98% do comércio entre as regiões.
Estas ações coletivas representam um movimento coordenado das principais economias mundiais para mitigar os efeitos da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos, unindo adversários históricos e potencialmente afastando aliados tradicionais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br