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França realiza reunião de defesa sobre o Irã, em meio a tensões com os EUA

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O presidente francês Emmanuel Macron convocou ministros e especialistas chave nesta quarta-feira (2) para discutir o Irã, incluindo seu programa nuclear, em meio ao crescente aumento das tensões entre Teerã e o presidente dos EUA, Donald Trump, disseram três fontes diplomáticas.

Uma reunião do gabinete dedicada a um assunto específico é rara e destaca a crescente preocupação entre os aliados europeus de Washington de que os Estados Unidos e Israel possam lançar ataques aéreos nas instalações nucleares do Irã, a menos que um acordo rápido seja negociado sobre seu programa nuclear.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou a capacidade militar dos EUA no Oriente Médio com mais aviões de guerra, disse o Pentágono na terça-feira (1º), em meio a uma campanha de bombardeios dos EUA contra os Houthis, que controlam grande parte do Iémen e são apoiados pelo Irã.

Um alto funcionário europeu disse que os estrategistas europeus estavam se perguntando se a campanha poderia ser um precursor de um ataque dos EUA ao Irã nos próximos meses.

Trump, que encorajou o Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei a iniciar negociações imediatamente, ameaçou o Irã no domingo (30) com bombardeios e tarifas secundárias se o país não chegasse a um acordo sobre seu programa nuclear, que os países ocidentais dizem que equivale ao desenvolvimento de armas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, adversário direto de Israel, estará em Paris na quinta-feira (27). Fontes diplomáticas disseram que ministros da França, Reino Unido e Alemanha esperam discutir o dossiê do Irã com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando se reunirem em Bruxelas para uma reunião ministerial da Otan nesta semana.

Trump retirou os EUA de um acordo de 2015 entre o Irã e as potências mundiais, que impunha limites rigorosos às atividades nucleares de Teerã em troca de alívio nas sanções. Trump também restabeleceu sanções abrangentes dos EUA.

Desde então, o Irã ultrapassou os limites do acordo em relação ao enriquecimento de urânio, produzindo estoques com um alto nível de pureza fissível, bem acima do que as potências ocidentais consideram justificável para um programa de energia civil e próximo ao necessário para ogivas nucleares.

O Irã nega estar buscando uma arma nuclear.

França, Reino Unido e Alemanha tentaram, nos últimos meses, aumentar a pressão sobre o Irã em uma tentativa de levá-lo de volta às negociações sobre seu programa nuclear.

Eles realizaram várias rodadas de conversas com o Irã, incluindo no nível técnico na semana passada, para tentar preparar o terreno para algum tipo de acordo.

Mas a administração Trump focou inicialmente em uma campanha de “máxima pressão”, e os europeus encontraram dificuldades para coordenar, dizem diplomatas.

As potências europeias esperavam convencer o Irã a começar a negociar novas restrições para suas atividades nucleares com o objetivo de alcançar um acordo até, no máximo, agosto.

Isso daria tempo suficiente para estabelecer novos limites para o programa nuclear do Irã e suspender as sanções antes que o acordo de 2015 expire em outubro de 2025.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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