O Kremlin disse que concordou com uma lista de instalações de energia ucranianas e russas que não serão atacadas sob o acordo que Rússia e EUA firmaram após as negociações na Arábia Saudita.
Refinarias de petróleo, oleodutos e gasodutos, instalações de armazenamento, estações de bombeamento, usinas de energia elétrica, subestações, transformadores e distribuidores ucranianos e russos estariam “sob a moratória temporária sobre ataques ao sistema de energia”.
Ataques a usinas nucleares e hidrelétricas russas e ucranianas também seriam proibidos.
O governo russo acrescentou que a pausa começou em 18 de março e estará em vigor por 30 dias, mas pode ser estendida.
Possível cessar-fogo no Mar Negro
Os Estados Unidos disseram nesta terça-feira (25) que tanto a Ucrânia quanto a Rússia concordaram com um cessar-fogo no Mar Negro — porém, o Kremlin ponderou que há várias condições que precisam ser cumpridas antes de ele ser implementado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou em uma entrevista coletiva em Kiev que concordou em parar de usar força militar no Mar Negro. Ele destacou que a pausa entraria em vigor imediatamente.
No entanto, a declaração do Kremlin pontuou que só implementará o acordo quando as restrições a seus bancos e exportações de alimentos e fertilizantes fossem suspensas.
Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin.
Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.
A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que os principais objetivos de Putin são ocupar toda a região de Donbass, abrangendo as regiões de Donetsk e Luhansk, e expulsar as tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, das quais controlam partes desde agosto.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br