Donald Trump classificou a implementação das tarifas retaliatórias como “o Dia da Libertação Americana” e batizou a cerimônia – marcada para quarta-feira (2) – de “Faça a América Rica Novamente”.
O evento ocupará o roseiral da Casa Branca, uma área externa usada para anúncios de Estado.
Trump só vai divulgar os detalhes das tarifas na própria quarta-feira, depois do fim do pregão na bolsa de Nova York. Ainda assim, a implementação das barreiras será imediata.
“Certamente o presidente está sempre disposto a atender um telefonema. Sempre disposto a uma boa negociação. Mas ele está muito focado em consertar os erros do passado e mostrar aos trabalhadores americanos que temos uma porção justa”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos já se anteciparam ao anúncio e ameaçaram endurecer as fronteiras contra os produtos americanos.
Canadá e México divulgaram, juntos, um comunicado afirmando que iriam impor tarifas contra o que chamaram de “injustiças comerciais”.
“Como também mencionei ao presidente, e fui muito claro, responderemos a medidas adicionais. então, colocaremos em prática medidas retaliatórias se houver medidas adicionais impostas contra o canadá amanhã”, disse o premiê do Canadá, Mark Carney.
Já a presidente da Comissão Europeia, por outro lado, disse que o bloco está aberto à negociação, mas que não vai titubear em escalar a guerra comercial, se for necessário. E o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, afirmou nesta terça-feira (1º) que a guerra comercial não interessa a nenhuma das duas maiores economias do planeta.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br