Os mercados financeiros globais reagiram ao tarifaço de Donald Trump. Bolsas despencaram, o dólar enfraqueceu ainda mais e os rendimentos de títulos soberanos recuaram em Nova York, os índices derreteram ao pior nível desde a pandemia.
O escritório responsável pelo comércio exterior dos Estados Unidos afirmou que o cálculo partiu da premissa de que o patamar elevado do déficit americano é um reflexo de barreiras alfandegárias e de políticas não-tarifárias praticadas mundo afora.
O USTR disse, ainda, que definiu as tarifas com base no tamanho do déficit comercial americano em relação a cada parceiro, individualmente. também entraram na conta: o preço repassado das tarifas pro consumidor final. E uma estimativa de queda nas importações causada pelo novo imposto.
O modelo penaliza especialmente os parceiros comerciais que têm um superávit expressivo na balança comercial com os Estados Unidos. É o caso de boa parte dos países asiáticos, responsáveis pela produção em massa de bens de consumo pro mercado americano.
Um dia depois do anúncio, Donald Trump celebrou o resultado das tarifas. Ele comparou as barreiras a uma cirurgia médica e disse que o paciente — os Estados Unidos, no caso — sobreviveu e está em recuperação.
O otimismo de Trump contrasta com a reação dos mercados, que operaram sob estresse nesta quinta-feira (3).
O três principais índices da bolsa de Nova York despencaram (S&P 500 -4.85%; Nasdaq -5.99%; Dow Jones -3.98%). A queda responde à fuga de investidores das empresas mais vulneráveis às tarifas de Trump. Especialmente aquelas que dependem de complexas cadeias de produção, como a Apple a Nike.
Somadas, as companhias listadas na bolsa americana perderam US$ 7,3 trilhões.
O dólar perdeu valor na comparação com as principais moedas do mundo. No brasil, o dólar fechou o dia a R$ 5,62. uma queda de 1,8%.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br